terça-feira, 19 de outubro de 2010

Direito, sujeito e subjetividade: para uma cartografia das ilusões


Por Eduardo Rocha

Foi publicada na última edição da Revista Captura Críptica, que é organizada pelos estudantes de mestrado e doutorado da UFSC, uma entrevista com Luís Alberto Warat. Vejam um pequeno trecho:





Captura Críptica: A sua tentativa de aproximação do Direito com Arte é
muito antiga. Poderíamos dizer que desde a década de 80, quando você lança A
ciência jurídica e seus dois maridos e O manifesto do surrealismo jurídico,
realiza as semanas de Cinesofia, lança a revista Cinesofia, essa proposta tem
sido construída. Atualmente, você tem trabalhado com as possibilidades de
formação de juristas sensíveis através da experiência artística. Como essa
relação interdiciplinar pode gerar esse espaço de sensibilidade no ambiente
jurídico?
Luis Alberto Warat: Falar da função da arte na descoberta da
sensibilidade implica para mim sempre a procura ou a produção de um processo
criativo. Pois, através do processo criativo, é possível conhecer e resignificar os
meus devires e os devires do outro, é possível produzir revoluções moleculares
e instigar a emergência de novas formas de compreensão do mundo. Meu
grande problema e desafio é como estimulo a sensibilidade criativa ou como
estimulo a sensibilidade através de um processo criativo. Para desenvolver a
sensibilidade é necessário que deixemos a arte atravessar nossos corpos, que
vivamos intensamente a poesia, esse caminho foi apontado nas experiências
vividas pelo grupo de pesquisa Direito e Arte da UnB, que eu coordenei durante
os anos de 2005 a 2007, que radicalizou a minha proposta e aceitou o convite
para livremente experimentar a arte. Com esse grupo inaugurei um espaço
poético que nomeamos Cabaret Macunaíma. Um espaço poético e mágico.
Creio que através dessas experiências podemos nos reconstruir enquanto devires
mais sensíveis, mais abertos ao outro. Tenho a impressão que o trabalho desse
Grupo resultou na intensificação da aproximação do Direito e Arte e abriu um
leque de possibilidades. Os Cafés Filosóficos que venho desenvolvendo desde
então e as Casas Warat eu podeira dizer que fazem parte desse movimento. Aí
eu vou citar as Casas Warat de Goiás e Santo Ângelo, programas de extensão
onde os alunos são invitados a viver a experiência artística através da literatura,
do cinema e dos saraus, que se parecem muito com os Cabarets. Acredito que é
mais importante produzir a sensibilidade através da arte. Eu fazendo arte
produzo sensibilidade, isso é o que eu quero dizer.






Para ler toda a entrevista acessem:http://www.ccj.ufsc.br/capturacriptica/

Aproveito a oportunidade para divulgar que o edital para publicação nessa revista, que tem uma bela proposta, está aberto.

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