sábado, 8 de maio de 2010


Abaixo segue o link para o texto "Justiça, sentimentos e direitos humanos" publicado por mim, Eduardo Rocha, e por Márcia De Fazio na revista Captura Críptica.

http://www.ccj.ufsc.br/capturacriptica/documents/n2v1/parciais/19.pdf

Breve trecho do texto:

"Se a razão não é essa capacidade intrínseca a todos os homens o que ela seria? Rorty explica que se trata da capacidade de cada indivíduo concatenar coerentemente o seu próprio conjunto de crenças, sendo racional, plausível ou óbvio o que cada ser consegue assim enxergar. (RORTY, 1997, p. 246)

Surge então a necessidade de uma resposta que possa abarcar a complexidade humana: ser que pensa, sofre, tem emoções e sentimentos. O que se compartilha entre iguais – e Kant chamou de obrigação moral – não é uma imposição do espírito, natureza humana ou racionalidade, mas sim a “(...) a capacidade de sentir compaixão em relação à dor de outros”. (RORTY, 2005, p. 211; 2005b, p. 43 e ss.)

Os pragmatistas desconstruíram a universalidade da razão, porém,mesmo assim, almejam uma sociedade em que todos tenham capacidade de se desenvolver e respeitarem-se mutuamente 19 . Ao desconstruírem a razão, valorizaram a capacidade humana de sentir dor, assim, valer-se-ão dos sentimentos na construção do seu projeto político. (RORTY, 2005, p. 207)

O condicionamento sentimental, a educação sentimental torna-se muito mais importante para o desenvolvimento de uma cultura humanista do que a busca pelo conhecimento. É na sensibilização, na possibilidade de se ampliar “quem somos nós”, “nosso tipo de gente”, “gente como nós”, que está a aposta pragmática.

Sensibilizar para ampliar direitos, essa é a aposta pragmática. A dor e o sofrimento como instrumentos contra as brutalidades humanas e em favor da ampliação da lealdade entres os grupos."

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