quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dóceis felinos


Por Mayara Brito

É próprio da memória proporcionar-nos momentos nostálgicos...
Isso se dá por meio de sensores...que ligam o mundo físico à alma...
Um perfume... frases organizadas, ou mesmo as desorganizadas...imagens...enfim...
Um terceiro elemento... que nos tira do automatismo rotineiro... e recria o passado dentro de nós...
Noites não muito distantes, algo parecido me aconteceu... meus felinos de estimação voltaram... e com data especifica! Um aniversário mórbido...chuvoso, com poucos convidados...uma mãe, um irmão e um gato...

Ah! Infância... tão ingênua e feliz...
O gato de Edgar é sinônimo de ira, tristeza e morte... Faz-nos repensar a
Condição humana e ver como estamos vulneráveis ao inesperado, e
Como a natureza responde, às agressões que fazemos a ela, de forma natural e extraordinária...
Paradoxalmente meus dóceis felinos invadiram minha memória...e
Deram ênfase de como expressamos nossos sentimentos espontânea e sincera quando criança...E como nos apegamos a eles tão facilmente...
De forma brusca, como uma ruptura do infortúnio são tirados de nós...
O primeiro contato com a perda...um passo para ser gente grande... e começar a viver em um mundo preto e branco...

Gatos e cães que pintam e bordam a tenra idade...Os quero de volta... por favor...devolvam-os...pois ainda fazem parte de mim...

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