quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ao que não conheci em corpo, mas vi em coração



Cidade de Goiás, Início de Janeiro de 2011.



Luís, Warat,



Sei que nunca fomos apresentados formalmente. Sei também que hoje isso seria impossível. Mas nunca fui muito apegada a formalismos, mesmo. Então, sinto como se já nos conhecêssemos há muito tempo, como um tio e sua sobrinha, numa amizade construída da forma mais pura, e carregada de ensinamentos, que só o amor verdadeiro poderia conceder.

Devo confessar que nessa semana me peguei pensando que já era hora de superar esse vazio que você deixou. Deixar as lamentações, começar a reconstrução. Havia me esquecido que existem coisas insuperáveis, e que hoje, uma delas é o senhor. Sei que continuará lendo os blogs waratianos, e questionando o Direito, onde quer que esteja. Pois é essa a sua missão, e dela não se livrará nunca.

A nossa missão, agora que você resolveu se descansar, é semear todo o seu legado. É criar novos legados. É tomar-te como exemplo e seguir... Sabemos o quanto a alma é mais importante que o corpo, nessa vida. Enfim. Só queria te escrever, te contar o quão familiar você é na minha vida - sendo chará do meu pai, e estando quase sempre em minhas referências - pra você não reclamar depois, de que eu nunca fiz isso.

Hasta La Casa Warat, grande amigo! Um beijo e um abraço apertado (como os que o senhor costuma me dar, ao me visitar em sonhos).

La niña Jordana, de Goiás, no Brasil

3 comentários:

  1. Bela carta, niña Jordana!
    Eduardo Rocha

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  2. hOLA jordana,qué lindas palabras y cuanto afecto transmiten.
    Supongo que mi papá nunca conoció a Cortázar personalmente y por lo que estuve leyendo(lo que cuentan sus amigos)fué un referente muy importante en su vida y un amigo anónimo,aún cuando se fué..
    Cariños Valeria Warat

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  3. Brigada Eduardinho, e brigada Valéria. É uma grande alegria ter o Warat como amigo pessoal, ainda que de forma transcendente.

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