terça-feira, 2 de agosto de 2011

Um surto

"Carnaval de Arlequim" Joan Miró

Sou do concreto
Mas prefiro o irreal
Vou sair da cidade
Pra morar no carnaval.

Em julho de 2011, Jordana Ribeiro

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PRIMEIRO MANIFESTO DADÁ



Hugo Ball


Dadá é uma nova tendência da arte. Percebe-se que o é porque, sendo até agora desconhecido, amanhã toda a Zurique vai falar dele. Dadá vem do dicionário. É bestialmente simples. Em francês quer dizer "cavalo de pau" . Em alemão: "Não me chateies, faz favor, adeus, até à próxima!" Em romeno: "Certamente, claro, tem toda a razão, assim é. Sim, senhor, realmente. Já tratamos disso." E assim por diante.

Uma palavra internacional. Apenas uma palavra e uma palavra como movimento. É simplesmente bestial. Ao fazer dela uma tendência da arte, é claro que vamos arranjar complicações. Psicologia Dadá, literatura Dadá, burguesia Dadá e vós, excelentíssimo poeta, que sempre poetastes com palavras, mas nunca a palavra propriamente dita. Guerra mundial Dadá que nunca mais acaba, revolução Dadá que nunca mais começa. Dadá, vós, amigos e Também poetas, queridíssimos Evangelistas.Dadá Tzara, Dadá Huelsenbeck, Dadá m'Dadá, Dadá mhm'Dadá, Dadá Hue, Dadá Tza.
Como conquistar a eterna bemaventurança? Dizendo Dadá. Como ser célebre? Dizendo Dadá. Com nobre gesto e maneiras finas. Até à loucura, até perder a consciência. Como desfazer-nos de tudo o que é enguia e dia-a-dia, de tudo o que é simpático e linfático, de tudo o que é moralizado, animalizado, enfeitado? Dizendo Dadá. Dadá é a alma-do-mundo, Dadá é o Coiso, Dadá é o melhor sabão-de-leite-de-lírio do mundo. Dadá Senhor Rubiner, Dadá Senhor Korrodi, Dadá Senhor Anastasius Lilienstein.
Quer dizer, em alemão: a hospitalidade da Suíça é incomparável, e em estética tudo depende da norma.
Leio versos que não pretendem menos que isto: dispensar a linguagem. Dadá Johann Fuchsgang Goethe. Dadá Stendhal. DadáBuda, Dalai Lama, Dadá m'Dadá, Dadá m'Dadá, Dadá mhm'Dadá. Tudo depende da ligação e de esta ser um pouco interrompida. Não quero nenhuma palavra que tenha sido descoberta por outrem. Todas as palavras foram descobertas pelos outros. Quero a minha própria asneira, e vogais e consoantes também que lhe correspondam. Se uma vibração mede sete centímetros, quero palavras que meçam precisamente sete centímetros. As palavras do senhor Silva só medem dois centímetros e meio.
Assim podemos ver perfeitamente como surge a linguagem articulada. Pura e simplesmente deixo cair os sons. Surgem palavras, ombros de palavras; pernas, braços, mãos de palavras. Au, oi, u. Não devemos deixar surgir muitas palavras. Um verso é a oportunidade de dispensarmos palavras e linguagem. Essa maldita linguagem à qual se cola a porcaria como à mão do traficante que as moedas gastaram. A palavra, quero-a quando acaba e quando começa.
Cada coisa tem a sua palavra; pois a palavra própria transformou-se em coisa. Porque é que a árvore não há-de chamar-se plupluch e pluplubach depois da chuva? E porque é que raio há-de chamar-se seja o que for? Havemos de pendurar a boca nisso? A palavra, a palavra, a dor precisamente aí, a palavra, meus senhores, é uma questão pública de suprema importância.

Zurique, 14 de Julho de 1916

sexta-feira, 24 de junho de 2011

SEMINÁRIO 25 ANOS DO NEP – HOMENAGEM A ROBERTO LYRA FILHO E LUIS ALBERTO WARAT



LOCAL: Memorial Darcy Ribeiro – campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília

30 DE JUNHO

19h – Abertura

Mesa – A trajetória do NEP 1986-2011: memória pautada nos direitos humanos e na emancipação
Expositores
José Geraldo de Sousa Jr (Reitor da Universidade de Brasília)
Roberto Ramos de Aguiar (Ex- reitor da Universidade de Brasília)
Nair Heloisa Bicalho de Sousa (Coordenadora do NEP – Núcleo de Estudos para a Paz e os Direitos Humanos/CEAM/UnB)

21h – Lançamento de livros

1º. DE JULHO

9h - Mesa redonda – Lyra Filho e Warat: trajetórias, pertinências e rupturas
Coordenadora: Cláudia Roesler (Coordenadora do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito - UnB)
Expositores
José Geraldo de Sousa Jr – Roberto Lyra Filho ontem e hoje
Antônio Carlos Wolkmer (UFSC) – Roberto Lyra Filho e Luis Warat : contribuições à teoria crítica do direito no Brasil
Juliana Neuenschwander Magalhães (UFRJ) -  Warat: da teoria do Direito á cinesofia
Albano Marcos Bastos Pepe (UNISINOS) –  O onírico na obra de Luis Alberto Warat
Alexandre Bernardino Costa (UnB) – O Direito Achado na Rua : um paradigma para a educação jurídica


14:30h – Workshop – Lyra Filho e Warat em nós
Coordenadora: Nair Heloisa Bicalho de Sousa (NEP/CEAM/UnB)
Expositores
Alexandre Araújo (IPOL – UnB)
Marta R. Gamma Gonçalves (Doutoranda  FD – UnB)
Dimitri Graco (Mestrando FD - UnB)
Fábio Sá e Silva (Mestre FD – UnB e Doutorando da  Eastern University – EUA)
Alayde Sant’ Anna (Mestre FD – UnB))
Mauro Noleto (Mestre  FD - UnB)
Eneida Dultra (Mestre  FD – UnB)
Lívia Gimenes D. da Fonseca (Mestranda FD – UnB)
Mariana R. Veras (Mestre FD – UnB)
Cloves Araújo (Mestre FD – UnB)
Sara da N. Cortes ( Mestre FD – UnB)



Fonte: http://odireitoachadonarua.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

"A liberdade de ser uma Dama no Morro"


 
Encoberta pela linda noite da Vila Boa de Goiás e sensível aos ébrios copos de cerveja, a Dama sentiu-se e viu-se livre.
 
Subindo as pedras, com as saias na mão e numa ofegante excitação, em meio a casas simples de madeira, e inebriada com a energia de Xangô, que emanava daquelas lindas rochas, a Dama fez-se rainha...Rainha do Morro.
 
Cumprimentada pelo grande maestro dessa obra (Morro), Ninha, amigo fiel e protetor deste antro da liberdade, a Dama enfeitiçava quem ousasse admirá-la.
 
Trajando um lindo vestido vermelho, com grandes rosas que se entrelaçavam nos cabelos cacheados e iluminados pela lua, a Dama tomou todos os homens do Morro, um a um, e os envolveu com sua dança, charme, mistério e sensualidade...
 
Nem mesmo as mulheres escaparam das teias da sedução...
 
O Morro foi dominado por ela...a magia dos corpos revelou uma refração contagiante...a liberdade de simplesmente ser, libertino ou libertina, de amar...
 
Relembrou tempos prósperos do Morro...em que as mulheres, as Damas, as Pombas Giras, as Maria Padilha que ali viviam, revelavam a beleza de serem mulheres da noite...que amavam
que odiavam,
que beijavam,
que fumavam,
que dançavam
e eram livres...
felizes, felizes por serem tão só MULHERES!!
 
A Rainha chegou e todas as outras vieram e (re)fizeram do Morro o grande cabaré...
 
o cabaré da liberdade de ser MULHER!!!" (Luciana Ramos, 15.06.11)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A fala da terra


No último sábado, 28/05/2011, a Reitoria da Universidade Federal de Goiás, em reunião com professores, coordenadores, discentes do Campus da UFG na Cidade de Goiás e os(as) estudantes da turma "Evandro Lins e Silva" (primeira turma de Direito exclusiva para beneficiários da Reforma Agrária e pequenos Camponeses) assumiu o compromisso público que dará todo apoio para a criação de uma nova turma de Direito na UFG para pequenos agricultores e beneficiários da reforma agrária.

A experiência foi extremamente exitosa, sendo muito importante que se dê continuidade.


A bela poesia abaixo, "A fala da terra", foi lida por Inez (estudante da Turma Evandro Lins e Silva, pequena agricultora, Militante do MST) ao término do encontro.

A fala da terra

A Liberdade da Terra não é assunto de lavradores.
A Liberdade da Terra é assunto de todos quantos
se alimentam dos frutos da Terra.
Do que vive, sobrevive, de salário.
Do que não tem casa. Do que só tem o viaduto.
Dos que disputam com os ratos
os restos das grandes cidades.
Do que é impedido de ir à escola.
Das meninas e meninos de rua.
Das prostitutas. Dos ameaçados pelo Cólera.
Dos que amargam o desemprego.
Dos que recusam a morte do sonho.
A Liberdade da Terra e a paz no campo têm nome:
Reforma Agrária.
Hoje viemos cantar no coração da cidade.
Para que ela ouça nossas canções e cante.
E reacenda nesta noite a estrela de cada um.
E ensine aos organizadores da morte
e ensine aos assalariados da morte
que um povo não se mata
como não se mata o mar
sonho não se mata
como não se mata o mar
a alegria não se mata
como não se mata o mar
a esperança não se mata
como não se mata o mar
e sua dança.

Pedro Tierra
in Vozes Sem Terra (site)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Visões sobre Igualdade, Liberdade e Fraternidade (Homenagem a Luiz Alberto Warat)

Visões sobre Igualdade, Liberdade e Fraternidade 
(Homenagem a Luiz Alberto Warat)

PROGRAMAÇÃO:

Dia 01/06/2011

08:30 Horas – Início dos Trabalhos
Apresentação:
Profa. Juliana Neuenschwander Magalhães (PPGD-UFRJ)
Prof. Flávio Alves Martins (Diretor FND/UFRJ)
Profa. Margarida Camargo (PPGD-UFRJ)

09:00 horas – Exibição Filme: Ensaio sobre a cegueira
(Meirelles, Fernando, 2008, Brasil/Canadá/Japão, 120’)

11:10 Horas – Conferência de Abertura
Tema: Direito e suas cores
Conferencista:
Prof. Raffaele de Giorgi (Universidade de Lecce, Itália/FGV-RJ)
Debatedor:
Prof. Germano Andre Doederlein Schwartz (Pres. ABRaSD)
Moderadora:
Profa. Juliana Neuenschwander Magalhães (PPGD-UFRJ)

Tema: Branca é a Igualdade
14:00 – Exibição Filme: 5X Favela – Agora por nós mesmos
(Wagner Novais e outros, 2010, Brasil, 103’)

1ª Mesa:
16:30 horas
Debatedores: Prof. Luiz Eduardo Figueira (PPGD-UFRJ)
Profa. Dra. Cecília Lois (UFSC/UFRJ)
Moderadora:
Nádia Pires (Mestre-UFRJ)


Dia 02/06/2011

09:00 – Exibição: Filme: A igualdade é branca (Krzysztof Kieslowski, 1994, Polônia, 89’)

2ª Mesa:
10:30 Horas
Debatedores:
Profa. Rosângela L. Cavalazzi (PROURB-UFRJ);
Prof. Cristiano Paixão (PPGDUnB);
Profa. Vera Karam (PPGD-UFPR)
Moderador:
Prof. José Eisenberg (PPGD-UFRJ)

Tema: Azul é a Liberdade
14:00 – Exibição Filme: A vida dos outros (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006,
Alemanha, 137’)

3ª Mesa:
16:30
Debatedores: Dra. Adriana Prizreni (Itália);
Profa. Bethania Assy (UERJ/PUC-Rio);
Flávia Oliveira (Doutoranda-PUC-RIO);
Prof. Marcelo Cattoni (UFMG).
Moderador:
Prof. Carlos Bolonha (PPGD-UFRJ)


Dia 03/06/2011

09:00 – Exibição Filme: Liberdade é azul
(Krzysztof Kieslowski, 1993, França, 97’)

4ª Mesa:
11:00
Debatedores:
Prof. Menelick de Carvalho Netto (PPGD-UnB);
Profa. Andréa França (PUCRio);
Dr. Francesco Calabro (Lecce-Itália)
Moderador:
Marcus Vinicius Matos (Mestre-UFRJ)

Tema: Vermelha é a Fraternidade
14:00 Horas - Exibição do Filme: A fraternidade é vermelha
(Krzysztof Kieslowski, 1994, França, 99’)

5ª Mesa
16:00
Debatedores:
Prof. Christian Guy Caubet (UFSC);
Profa. Kátya Kozicki (PPGD-UFPR);
Prof. Alexandre Bernardino (PPGD-UnB)
Moderador:
Felipe Chaves (Mestrando-UFRJ)

18:00 Horas – Conferência de Encerramento
Tema: O olhar de Warat e as cores do direito
Mesa Redonda:
Prof. Leonel Severo da Rocha (UNISINOS);
Amigos de Warat;
Prof. Msc. Marilson Santana (FND-UFRJ);
Dra. Marta Gama (Doutoranda-UNB);
Profa. Cláudia Barbosa (PUC-PR)
Moderadora:
Profa. Gisele Cittadino (PUC-RIO)

20:00 Horas – Coquetel de Lançamento do Livro Construindo Memória II: Seminários Direito e
Cinema 2008 e 2009.

Dia 06/06/2011

09:00-12:00 horas - Manhã
Jornada de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito no Brasil

14:00 – Palestra:
Positivismo e Normativismo na Teoria do Direito
(“Positivism and Normativism in the Theory of Law”)

Prof. Stephan Kirste (Universidade Alemã Andrássy Gyula, Budapeste & Universidade de
Heidelberg, Al

domingo, 22 de maio de 2011

A casa nômade do Warat: Montes Claros


Por Jordana Ávila e Nádia Pinheiro

O espírito nômade da Casa Warat esteve especialmente tocado esse mês. Um convite especial da Associação Brasileira de Ensino do Direito (ABEDI) – Minas, nos fez tomar uma van e seguir 14 horas rumo a Montes Claros/MG. O convite dizia respeito ao VIII Congresso Direito e Teoria do Estado, IV Seminário Internacional de Direitos Humanos e, em especial, ao I Congresso Regional Sudeste da ABEDI, na qual ministraríamos uma oficina sobre o Direito e a Arte, segundo a nossa experiência na Casa Warat.

Sempre entendemos a importância de discutir surrealismo jurídico e arte nos cursos de direito, mas a melhor parte desse convite foi ver o reconhecimento das nossas discussões, que fariam parte da programação de um evento fora do estado. E melhor ainda, a nossa contribuição para a discussão do ensino jurídico, que é o maior foco waratiano. Um ganho também para o grupo PET/CCG, uma vez que as atividades da Casa Warat, esse ano, se tornaram uma das frentes do Programa de Educação Tutorial do Campus cidade de Goiás.

Queríamos os quatro (Eduardo, Paulo, Nádia e Jordana) ter enchido a van em que fomos para Montes Claros. Nossa vontade era mesmo a de levar toda a Casa Warat Goiás para o espaço mágico do qual participamos, mas não foi possível. Porém, deixamos claro que toda essa experiência já foi compartilhada com o restante do grupo, que ficou contagiado com o novo gás que a oficina nos trouxe.

AH, a oficina! Começamos com um simples compartilhar de idéias waratianas, que acabaram por se tornar uma espécie de Sarau. Apesar da preparação que ocorreu anteriormente, ainda no grande Hotel Hawaí, chegamos um tanto nervosos e ansiosos para a oficina. Afinal, esta seria a segunda que ministraríamos e a primeira que aconteceria “fora de casa” - uso a expressão pelo fato de a primeira ter ocorrido no IX EGED (Encontro Goiano dos Estudantes de Direito), que aconteceu aqui mesmo na Cidade de Goiás em novembro de 2010. Porém, ao darmos início à oficina, esse nervosismo foi se transformando em tranqüilidade, à medida que o debate ia se formando e as idéias fluíam sem parar, com uma naturalidade que realmente nos surpreendeu. E aquela expectativa que tínhamos acabou sendo superada, pois a oficina tomou outro rumo, bem diferente do que qualquer um de nós poderia imaginar.

Claro que devo falar aqui que a oficina seguiu a estrutura que havíamos planejado como as falas sobre cada frente da Casa Warat Goiás, que foram explicadas por cada um dos membros, os poemas e o teatro, porém, todos esses momentos foram bastante enriquecidos com intervenções e discussões que serviram até para modificar nossas falas em diversos sentidos. Em cada intervenção novas visões eram descobertas, novos horizontes eram explorados, e assim, fomos tornando nosso encontro um grande momento de troca. Trocamos conhecimento, experiências... aprendemos e ensinamos, como ocorre nos Saraus! E esse aprendizado mútuo é o que gera tanta vontade de seguir em frente, de espalhar cada vez mais essa sementinha que vai crescendo aos poucos e atingindo lugares e pessoas inimagináveis. São em momentos como este que a Casa Warat Goiás vai se conhecendo e aprofundando em si mesma, para que assim, possa chegar perto de mais pessoas, levando a sensibilidade e usando esta para modificar vários conceitos formadores de opiniões.

Nessa oficina, especialmente, nos propusemos a nos despir do comodismo, esse freio que não nos deixa sair do lugar e procurar novos meios para melhorar a educação brasileira e a própria vida, esse peso que nos impede de levantar e tentar algo diferente. Acreditamos que poderemos um dia nos despir totalmente desse comodismo, e quando esse dia chegar, talvez todos compreenderão o significado da mudança, do novo, e se encherão de vontade, terão sede de luta e de dias melhores.

Neste espaço também apareceu um questionamento muito construtivo, que partiu do professor Edson e que nos fez parar e refletir. Questionou se tudo aquilo que estávamos construindo não ia ser um discurso que se limitaria ao espaço da oficina e do grupo de estudos, ou se realmente iríamos levar aquilo para nossa vida após a academia, em todos os aspectos, não só na área jurídica. Ao pensar nisso surge mesmo aflição, inquietação e dúvida, principalmente diante de uma sociedade que consome muito mais os comodistas do que os que não o são, porém pensamos que a Casa Warat não é um fim em si mesmo, mas é um meio para algo muito maior que só será alcançado se levarmos esse conhecimento em nossa forma de agir durante a vida.

Depois de tanto debate, troca de conhecimento e reconhecimento, voltamos renovados, com vontade de trabalhar mais e mais com esse projeto que (relembramos) o quanto a nós encanta e nos faz querer ser pessoas melhores, mais humanas e sensíveis, com vontade de ter sempre essa sensibilidade em nossas vidas e de, principalmente, transmitir isso a mais pessoas, aos poucos, pois é assim que acontece. Queremos ser, como diz Eduardo Galeano, o fogo que “arde a vida com tanta vontade que não se pode olhá-lo sem pestanejar, e quem se aproxima se incendeia.”